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#FLAGvox | “O Dia Mundial do Design Gráfico é todos os dias”

No dia 27 de abril comemora-se o “World Graphics Day”, o Dia Mundial do Design Gráfico mas para mim, todos os dias festejo o design gráfico; sou terrível com datas e números porque enquanto designer gráfico importa-me mais os desenhos e as letras, sendo que as únicas datas a registar sempre foram os deadlines das entregas. Quando comecei nesta área tudo era novo e maravilhoso, e ainda o é. Essa é a magia da concretização de ideias em imagens únicas que otimizem a escolha/uso de produtos e serviços e a maneira como estes se comunicam.

A cada briefing ou projeto colocamos em prática o que aprendemos nas escolas, na internet, no atelier, na agência, etc… O ensino do design gráfico atravessou fronteiras e fez crescer e desenvolver a atividade e estima-se que seja a profissão mais disseminada no planeta Terra. É claro que a internet foi decisiva neste processo, mesmo que, nos seus primórdios, fosse dolorosa a experiência de procurar referências de designers ou mesmo descarregar uma fonte interessante para os nossos projetos; já hoje, pelo contrário, somos inundados por uma enorme quantidade de informação e verificamos que a qualidade média do trabalho dos designers aumentou, sustentada na qualidade do ensino, no acesso à tecnologia e à internet.

Nos últimos anos, o mercado sofreu transformações igualmente profundas, seja na estrutura e posicionamento das agências, seja no tipo de marca ou cliente a trabalhar: as agências reduziram quadros e criaram novas áreas de negócio e o designer gráfico diversificou a sua atividade com a apreensão de conhecimentos em novas disciplinas e áreas próximas, como a ilustração, fotografia, vídeo e a web; o mercado tornou-se ainda mais global e se há uma coisa boa que dois anos de pandemia nos trouxeram, foi a dissolução das distâncias físicas, vide o uso da tecnologia que nos permite trabalhar à distância, marcar reuniões e procurar novos clientes, ou seja o foco de resolver problemas tornou-se mais estreito e personalizado entre o designer gráfico e o cliente.

Outro aspeto que revolucionou o mundo e o aparecimento de novos players, foi os potenciadores não tecnológicos de inovação (como o Design) tornarem-se mais relevantes uma vez que requerem menos esforço e têm retornos de investimento mais rápidos, garantindo assim uma maior competitividade para as organizações.

A definição sobre o que é o Design atualmente e quais os seus limites não é unânime e por isso podemos encontrar diversas definições que se foram multiplicando ao longo dos anos. A constante evolução do seu entendimento está em parte relacionada com o papel que o designer assume ao agregar interações diversas (mercado, organizações) e que são bastante dinâmicas e requerem a sua adaptação constante.

O digital tomou conta da nossa vida, do paradigma do trabalho, da linguagem empregue, das novas ferramentas e estes novos processos de trabalho, criaram novas oportunidades.

Ser designer gráfico hoje em dia é muito mais que tirar um curso superior e aprender ferramentas. Será cada vez mais imprescindível juntar aos nossos currículos, conhecimentos adicionais de contribuição em contextos multidisciplinares, estimulando deste modo com a nossa atividade profissional um maior entendimento entre pessoas, construindo pontes onde haja divisões e desigualdades.

Artigo de Opinião em: NOVO Semanário. | Texto de: Alexandre Santos.