AO blog post hor LM #FLAGvox | Como vai o empreendedorismo e a formação das PME em Portugal?

#FLAGvox | Como vai o empreendedorismo e a formação das PME em Portugal?

A propósito do Dia das Pequenas e Médias Empresas, que se celebra hoje, a 27 de junho, a Líder esteve à conversa com Gabriel Augusto, Diretor Geral da FLAG.

Nesta entrevista ficamos a compreender um pouco melhor o tecido empresarial português e tomamos nota que não é aconselhável às empresas oferecer formação apenas para justificar um prémio, ou a exigência legal.

empreendedorismo português está de boa saúde e a tendência da formação das lideranças em novas áreas de competências humanas, nomeadamente na Psicologia, está para ficar.

 

Dados de 2022 (Pordata) apontam para 1, 4 milhões de empresas em Portugal. Afinal, somos um povo empreendedor ou não?

Passamos por tempos interessantes. Desde logo, a União Europeia assume o empreendedorismo como fator chave da competitividade, importante para o que define como uma cultura empreendedora europeia. Aliás, a iniciativa da União Europeia, o Small Business Act, é um exemplo de um pensamento que espera melhorar a abordagem política ao tema, através do princípio Think Small First na definição das políticas. Isto, para referir que, e acordo com a SME Performance Review 2022/2023 – Portugal Country Sheet, o nosso país apresenta um desempenho acima da média comunitária, seja na criação de novas empresas (1,4%, em comparação com 1,0%), seja na atividade empreendedora total (12,9% contra 7,3%) . Ou seja, somos um povo que não se resigna, que procura novas oportunidades nos quatro cantos do planeta, que sabe responder às transformações económicas, sociais e tecnológicas que se verificaram nas últimas décadas.

 

Como avalia a evolução e transformação das PME ao longo das últimas três décadas?

Pode ser avaliada através de várias dimensões, incluindo tecnologia, globalização, financiamento, legislação, inovação e formação. A formação nas PMEs evoluiu significativamente, adaptando-se às mudanças tecnológicas, às novas exigências do mercado e às oportunidades proporcionadas por políticas de apoio governamental, como é o caso das recentes medidas no âmbito do Fundo de Compensação do Trabalho, a partir do qual temos verificado amplo investimento em formação.

 

Que tendências antevê para o empreendedorismo?

Acima de tudo, será um empreendedorismo que continuará a entrar mais a fundo nas novas tecnologias, vocacionado para responder aos desafios globais que se verificam. Por exemplo, ao nível do marketing digital, design, programação, entre outras vertentes digitais criativas, nestas áreas não é relevante a origem, o género ou dimensão organizativa. Importa o know how, a capacidade de resposta, a pensar fora da caixa. E esta é mais do que uma tendência, é uma realidade com que nos deparamos diariamente.

A outros níveis, também a transformação geoeconómica dos últimos anos permitirá que se pense mais além, por exemplo, ao nível das cadeias de abastecimento, bem como em setores empresariais que, inevitavelmente, se relocalizarão mais para ocidente. E não serão apenas as grandes indústrias, pelo contrário, é no ecossistema envolvente, feito de PMEs e ofertas muito específicas, sejam estas mais tecnológicas, mecânicas ou na utilização de matérias-primas, que poderemos marcar uma posição.

Mas tudo isto apenas fará sentido se for, também, um empreendedorismo mais humano, capaz de vincar o seu papel ao nível da responsabilidade social, através de medidas inclusivas, que não deixem ninguém para trás, pelo contrário, que sejam capazes de dar um papel de relevo a todas as pessoas, sem que isso retire exigência e foco no resultado.

 

Para as empresas, que competências estão em alta?

Nos últimos anos assistimos a uma crescente necessidade pelo aprofundamento de conhecimentos a nível digital. E esse é um aspeto transversal às organizações, independentemente do seu setor de atividade. A explosão da Inteligência Artificial generativa não tem apenas como intuito focar os profissionais para o cabal desenvolvimento do modelo de negócio original das empresas. É um conceito definidor de uma nova realidade na qual nos encontramos, que exige conhecimentos e capacidade de resposta aos desafios e oportunidade que se levantam. E que não se cinge apenas às grandes organizações. Em Portugal, as exportações de bens e serviços têm sido cruciais para um crescente número de organizações. E se o nosso tecido empresarial é constituído por 99,9% de PME, então, a sua competitividade e capacidade de resposta à concorrência implica a adoção de métodos atuais e diferenciadores.

Temos acompanhado esta dinâmica, também porque somos uma PME, e porque trabalhamos diariamente com outros agentes económicos que enfrentam os mesmos desafios. A capacidade de ser criativos, dominar as grandes ferramentas digitais e de assumir uma posição de charneira, são fatores decisivos no sucesso de uma organização. Nesse sentido, o que verificamos é uma crescente atenção para o reforço das competências, em áreas que vão do Marketing Digital & E-Commerce ao Design Gráfico, do Vídeo & Motion Design à UX/UI, Programação, CAD ou Design Thinking.

 

Que formação destaca como essencial a um perfil de liderança?

Felizmente, cresce em Portugal a atenção das lideranças pela sua própria formação. Já não é um constrangimento, um assunto desconsiderado, apenas para aqueles falhos de qualidades. As lideranças estão mais atentas à necessidade de ganhar novas competências, não apenas técnicas, mas também humanas. Todos temos a perceção que a chefia é de uma enorme exigência, transversal nos conhecimentos e nas abordagens. Um responsável não pode apenas ficar atentos a aspetos decorrentes da gestão tout court do negócio.

E posso dar o exemplo de duas áreas cruciais: uma maior atenção às componentes de marketing e comunicação numa ótica digital e a capacidade de lidar com diferentes personalidades. A psicologia não se valoriza apenas nas academias ou nos consultórios, os escritórios são cada vez mais palco privilegiado para a adoção das grandes tendências desta disciplina.

 

E o que não devem as organizações descurar?

Desde logo, não devem descurar as suas pessoas. É muito importante que, ao desafiar os profissionais, o façam cientes do seu perfil, com um plano de trabalho devidamente idealizado. Não basta oferecer a formação, é muito importante que se saiba porque é oferecida. Para tal, incentivamos as organizações a, primeiramente, abordarem a nível interno essas perspetivas formadoras, compreender a motivação dos colaboradores. Ou, por outro lado, a motivá-los a desenvolver algo, explicar o porquê, criar condições para que a formação traga resultados concretos a todas as partes, com consequências positivas.

Outro aspeto que as empresas têm de considerar é se determinada formação é estratégica. Ou seja, se faz sentido, se traz ganhos à estrutura, se advirá um proveito para todos. Desencorajamos que se potencie um pacote de formações apenas como prémio aos profissionais, ou para justificar legalmente essa exigência. Pelo contrário, aconselhamos as empresas a definir muito corretamente o que pretendem fazer, como o querem fazer, pensar a prazo nestas dinâmicas, dar bases às suas equipas para que realmente ganhem valências em matérias que vão fazer evoluir, não apenas o indivíduo, mas o todo da organização.

 

Como surgiu a FLAG e qual a sua história?

A FLAG é uma empresa com 32 anos, criada para responder às necessidades de formação contínua em artes gráficas, então, com um foco muito específico em ferramentas para Design Gráfico. A atual gestão chega à marca em 2006. A integração no Grupo Rumos visou complementar de forma transversal o respetivo portefólio de empresas de formação. Com isso, alargaram-se as áreas de especialização da oferta, de forma a englobar domínios complementares às artes gráficas, em especial, no desenvolvimento de competências para empresas e particulares, seja em Design, Comunicação, Marketing e Criatividade.

 

Qual é o curso com mais procura na vossa Escola?

Os cursos da FLAG com mais procura alinham-se perfeitamente com as tendências do próprio mercado. Atualmente, destacamos os cursos nos domínios de Marketing Digital, UX/UI, Design (gráfico e vídeo), Inteligência Artificial e Metodologias Ágeis. Para os particulares, a oferta mais procurada reside nos cursos de longa duração, como as Academias FLAGProfessional, desenhadas para o desempenho de uma dada função profissional. Os profissionais com maior experiência procuram soluções formativas mais intensivas e especializadas, como é o caso de Cursos Especializados, Monoprogramas e Bootcamps.

 

Entrevista em: Líder Magazine.

 

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Esta campanha é válida para inscrições realizadas até dia 30 de junho, nas edições assinaladas, e não é acumulável com outros descontos ou ofertas em vigor.

Os cursos em campanha estão disponíveis em formato presencial – Lisboa e Porto –, e/ou em formato Live-Training (online e em tempo real).

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ebookCP artigo blog GA #FLAGvox | A Criatividade nas Organizações: o Xeque-Mate da Inovação

#FLAGvox | A Criatividade nas Organizações: o Xeque-Mate da Inovação

Criatividade sob a perspetiva de Gabriel Augusto

 

No tabuleiro contemporâneo do mundo corporativo, onde cada movimento pode determinar o sucesso ou o fracasso, a criatividade assume o papel do Rei, a peça mais crucial no xadrez da inovação e do progresso. Neste jogo em que a estagnação é sinónimo de derrota, as organizações que se retraem perante a oportunidade de abraçar uma cultura de criatividade estão destinadas a encontrar-se nas sombras da obsolescência. Mas qual é organização que deseja ser recordada apenas como uma nota de rodapé na história, pela sua incapacidade de adaptação às novas realidades de mercado, juntando-se a tantas outras como mais um exemplo do que não fazer?

Este é o desafio: transformar a criatividade, frequentemente percebida apenas como um slogan motivacional, numa pedra basilar da cultura organizacional. Não se trata apenas de um convite para a superficialidade das sessões de brainstorming adornadas por post-its coloridos; mas sim de dar início a uma autêntica revolução com o objetivo de repensar os alicerces que sustentam as organizações.

Abordemos desde já o elefante na sala: a resistência à mudança. Como as Torres no xadrez, que se movem em linhas retas mas podem alterar o curso do jogo, a resistência à mudança pode parecer intransponível. Muitas organizações, embaladas pela confortável certeza das rotinas e dos processos que as conduziram ao sucesso, olham para a inovação como um risco indesejável, permitindo que o conforto do conhecido se revele como o maior adversário a uma cultura de criatividade. Contudo, neste contexto dinâmico, a inovação não é um risco, mas um imperativo para a sobreviviência e a prosperidade.

Depois, há o medo do fracasso, essa sombra que asfixia o espírito aventureiro. Assim como o movimento surpreendente de um Cavalo no xadrez, o medo do fracasso pode igualmente desviar as organizações do seu caminho da inovação. Criar um ambiente em que os erros são vistos como oportunidades de aprendizagem e crescimento, e celebrados como parte do processo de inovação, é fundamental. Devemos transformar o ato de arriscar, a tentativa e o erro, bem como a experimentação, em práticas habituais para que a criatividade floresça. E a celebração e o incentivo à criatividade não são um luxo, mas elementos cruciais: cada contribuição criativa deve ser reconhecida e valorizada, motivando todos a pensar além dos limites estabelecidos.

A liderança desempenha, obviamente, um papel insubstituível nesta jornada de transformação, à semelhança do Bispo no xadrez, que se move diagonalmente, desbravando novos caminhos no tabuleiro. Contudo, não é suficiente que a liderança atue apenas como um farol distante; é fundamental que se manifeste como uma força incendiária, capaz de alimentar as chamas da criatividade, inspirando cada colaborador com ações e palavras que ecoem o valor da inovação. Uma liderança plenamente dedicada à promoção de uma cultura que potencia a criatividade e a experimentação, amplia exponencialmente o potencial criativo da sua equipa. Pelo contrário, os líderes que hesitam em comprometer-se com o estabelecimento de um ambiente propício à inovação e à livre expressão de ideias, acabam por restringir as possibilidades de crescimento criativo dos seus colaboradores e, consequentemente, o futuro da organização.

Também não se pode negligenciar a alocação dos recursos necessários. Os Peões, apesar de serem as peças menos poderosas, são fundamentais para a estratégia do xadrez, avançando passo a passo; da mesma forma, os recursos dedicados à inovação – tempo, energia, capital – constituem um investimento estratégico que prepara o terreno para inovações futuras. O fomento do desenvolvimento de competências de pensamento criativo diferencia as organizações líderes daquelas que se deixam arrastar pela maré da mudança.

Por fim, não podemos ignorar o papel da diversidade e da inclusão que, mais do que duas buzzwords, emergem como fundamentais para um caldeirão de ideias inovadoras. Tal como a Rainha no xadrez, são as peças mais versáteis do jogo. Uma organização que se limita a uma paleta restrita de perspectivas, jamais conseguirá pintar o quadro completo do futuro. A colaboração multidisciplinar e o derrubar de barreiras e silos organizacionais revelam-se essenciais para alcançar uma inovação verdadeiramente abrangente. E assim garantir que o todo supere significativamente a soma das suas partes.

Termino com um convite às organizações: abracem o desafio de transformar a criatividade, de um mero conceito abstrato para uma realidade vibrante da vossa cultura empresarial. Esta não é uma cruzada por vitórias táticas efémeras, mas uma jornada em direção a um futuro onde a criatividade se assume como a força motriz das organizações. Agora é o momento de agir: de repensar estratégias, de acolher o inexplorado com braços abertos e de se preparar para liderar através da inovação. Pergunto, com a maior seriedade: a vossa organização está preparada para liderar com audácia, movendo o seu Rei – e toda a vossa equipa – de forma decisiva neste jogo de xadrez da inovação e do progresso? O futuro aguarda a vossa jogada.

 

Este artigo de opinião faz parte do eBook FLAG “Criatividade em Perspetiva, que reúne, página a página, reflexões e ensaios profundamente enriquecedores de diversos profissionais sobre as multifacetadas dimensões da Criatividade.

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ebookCP artigo blog JO #FLAGvox | Onde está a criatividade na Experiência do Utilizador?

#FLAGvox | Onde está a criatividade na Experiência do Utilizador?

Criatividade sob a perspetiva de Jorge Oliveira

 

Vou saltar por cima duma data de coisas e aterrar directamente naquilo que me parece um dos maiores desafios do momento…

Como desenhar boas experiências, assegurando que recorremos a padrões que o utilizador reconhece e por isso lhe facilitam a vida, ao mesmo tempo que esses padrões normalizam cada vez mais as experiências e tornam tudo mais igual?

Acrescentem a isto a necessidade cada vez maior de desenharmos para a inclusão e a acessibilidade, além das normas de SEO, performance e sustentabilidade digital que se tornam cada vez mais importantes, e que por isso mesmo empurram tudo ainda mais para o tal padrão que vem de cima.

E a cereja no topo do bolo… que converta a visita ou o uso em algo útil para o negócio ou marca, seja uma venda, uma subscrição, uma lead.

Para desafio não me parece mal, mas é apenas mais uma terça feira de manhã. 🙂

 

O que querem os humanos?

As regras, esses constrangimentos, são oportunidades de trabalho que devemos abraçar e conhecer a fundo para as podermos dobrar e contornar da melhor forma. Só as podemos quebrar depois de as conhecer.

Se formos obtusos com aquilo que dizem todas as regras, acabamos a desenhar a preto e branco, literalmente. Porque é mais acessível, rápido e sustentável. Mas é isso que o utilizador humano quer?

E aqui reside a enorme oportunidade de fazer a diferença.

Queremos agradar ao humano, para que ele nos “compre” e temos que entregar informação à máquina para que ela nos “venda”.

Conseguir fugir aos padrões e entregar mais humanidade, proximidade, atenção e respeito, é uma excelente oportunidade de sermos criativos, sem esquecer de alimentar a máquina.

 “O essencial é invisível aos olhos” e a nossa conversa com a máquina pode acontecer “atrás dos panos”.

 

Todos os dias há humanos diferentes

Já repararam que há marcas de roupa que ficam no mito da eterna juventude e outras que envelhecem ainda mais que nós? Ambas decidiram que é ali que está o seu publico e é para eles que desenham.

Uns esperam que a caravana passe, os outros vão com a caravana. Ambos estão certos. Talvez uns mais certos que outros. Logo se vê. É entre um e outro que vamos encontrando coisas novas.

Novos designs e novas experiências para novos utilizadores que talvez não existissem antes.

Temos um nicho? Temos um novo utilizador? Temos novos comportamentos? Temos.

A minha mãe usa muito o Uber. Sabem quem é o interface? Adivinharam. Sou eu e isto não é novo (ainda valerá a pena ler Being Digital do Nicholas Negroponte?).

 

Sê mais humano

Diz-se que o hábito faz o monge e eu diria que a ferramenta faz muitas vezes o designer. Quando o designer, por definição, tem apenas uma ferramenta… chama-se perceção.

O que vemos, o que sentimos, o que inferimos, o que lemos, o que observamos. Essas são as nossas maiores ferramentas. E é com elas que nasce a criatividade.

O resto? É com o que estiver mais à mão. E por falar em mão… há quanto tempo essa mão não faz um esboço? Um boneco? Um apontamento? Algo que não tenha Undo ou Settings? Algo que fica ali de forma imediata, numa ligação direta com a inteligência natural, sem mais intermediários?

Já experimentaram?

 

Ser criativo

Ser criativo não é ser artista.

É saber interpretar o mundo e concretizá-lo num desenho capaz de servir quem o usa. E esse utilizador é tão humano como nós.

Então e se?…

 

 

Este artigo de opinião faz parte do eBook FLAG “Criatividade em Perspetiva, que reúne, página a página, reflexões e ensaios profundamente enriquecedores de diversos profissionais sobre as multifacetadas dimensões da Criatividade.

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FT MR CP post hor blog v1 #FLAGtalks “Criatividade em Perspetiva”

#FLAGtalks “Criatividade em Perspetiva”

Num mundo em constante evolução, a criatividade torna-se essencial para o nosso sucesso pessoal e profissional.

Mais do que uma habilidade inata, a criatividade pode ser cultivada e desenvolvida ao longo da vida.

Ao desafiar as concepções convencionais e transcender as barreiras do pensamento habitual, podemos abrir novos caminhos para a inovação e descoberta.

Na #FLAGtalks “Criatividade em Perspetiva”, exploraremos métodos para superar bloqueios criativos e alimentar consistentemente a nossa imaginação, questionaremos os limites do convencional e desafiaremos todos os participantes a integrar a criatividade no seu dia a dia, transformando ideias em ações tangíveis e cultivando um ambiente propício à inovação.

Junta-te a nós nesta mesa-redonda moderada por Gabriel Augusto (Diretor da FLAG) e que tem como convidados Jorge Coelho (Diretor Criativo da Light Agency), Nídia Ferreira (Chief Marketing Officer e Head of Creative Strategy da Loba) e Rui Simões (Executive Creative Director da Pepper Brand Taste).

A #FLAGtalks “Criatividade em Perspetiva” terá lugar no dia 20 de junho às 18h30, com transmissão online e em direto e terá também assistência ao vivo em Lisboa, com lugares limitados.

Garante aqui o teu lugar. Inscreve-te!

 

Já conheces o eBook FLAG “Criatividade em Perspetiva que deu o mote a esta #FLAGtalks e que conta já com mais de 1000 downloads?

Este eBook foi lançado a 21 de abril, no Dia Mundial da Criatividade, e reúne, página a página, reflexões e ensaios profundamente enriquecedores de diversos profissionais sobre as multifacetadas dimensões da Criatividade.

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ebookCP artigo blog AM #FLAGvox | 4 Formas de Treinares o teu Cérebro para Destruir as Brancas Criativas

#FLAGvox | 4 Formas de Treinares o teu Cérebro para Destruir as Brancas Criativas

Criatividade sob a perspetiva de Afonso Malheiro.

 

Todos conhecemos esta história:

Começamos cheios de “pica” e com a segurança de que, durante gerações, vão escrever centenas de artigos na Marketeer sobre a nossa criatividade, falando dela como se fosse o pé esquerdo do Messi e o direito do Ronaldo num só.

Mas, 2 horas depois, sentimos que não tivemos ideias decentes e engordamos 1kg – porque procrastinação e Häagen-Dazs é melhor do que só procrastinação.

Para evitares esta agonia, chegares mais depressa a ideias decentes e não teres de aprender o que é “défice calórico”, “jejum intermitente” ou, Deus nos valha, uma passadeira…

Vê se uma das ideias abaixo te ajuda a desbloquear a tua criatividade.

Comigo, funcionaram.

 

1. Dá Rotina ao teu Cérebro

O maratonista só corre 42km porque treinou durante anos.

Eu, se fosse correr a maratona amanhã, despedia-me hoje da minha família.

Porque o meu corpo não está rotinado para esse tipo de esforço.

Então porque é que, sem rotina, achamos que o nosso cérebro está pronto para ter ideias?

Nada vem sem treino.

Seja qual for a tua área (copywriting, social media, ou, Deus nos valha, design gráfico ou paginação), pratica sempre que puderes.

Se a agenda tem as reuniões que o chefe marcou que podiam ser emails, também pode ter o teu tempo criativo.

Aproxima-te tanto quanto conseguires de uma rotina diária: um espaço de tempo (30 minutos ou mais), dedicado a teres ideias para o teu projeto.

Pode ser às 5 da manhã, às 2 da tarde, desde que exista.

Gradualmente, o teu cérebro vai ganhar o hábito de ter ideias.

Porque o preparámos para isso.

 

2. Dá-lhe Inspiração

Cria um “swipe file”.

Uma pasta no teu PC/telemóvel, rede ou app favorita, que vai conter o “best of” das tuas referências criativas.

Eu, por exemplo, como produzo conteúdo cómico, guardo todos os memes de marketing digital que me fazem rir e organizo-os numa pasta, que consulto quando preciso de um “empurrãozinho criativo”.

Desta forma, nunca começas a pensar no vazio: entre criações antigas e o “swipe file”, vês vários caminhos possíveis que te orientam.

 

3. Não o Asfixies

Em 2011, um senhor chamado Frank Mir deu por si a ser atacado por um minotauro, que o começou a asfixiar.

Tudo normal até aqui. Era um combate da UFC, contra um antigo campeão do mundo que, para os amigos era o António Rodrigo, para a babysitter era o Sr. Nogueira, mas para o mundo do desporto, era o “Minotauro”.

Ser privado de ar, cortesia de um mestre de jiu-jitsu é, no mínimo, asfixiante.

Mas 60 segundos depois, Frank Mir estava liberto, a respirar e com o árbitro a levantar-lhe a mão em vitória.

O “Minotauro” estava no chão. Com o braço partido.

Como é que o Tio Frank saiu da alhada?

Em vez de pensar em ganhar a um dos melhores de sempre da pior posição possível (“estou preso e a ficar sem ar), ele partiu a tarefa (ganhar) em peças muito pequenas:

Virar a cabeça para conseguir respirar.

Controlar os pulsos do homem que o está a tentar asfixiar.

Encontrar o momento certo para virar as ancas e tentar levantar-se.

E por aí fora, até ele próprio ter o seu adversário num golpe de submissão.

Mas, dentro da sua cabeça, fê-lo um micro-passo de cada vez.

Nas palavras do próprio: “Thinking of winning is too many steps. It’s overwhelming”.

Moral da história: focar em projetos grandes asfixia a tua criatividade. Concentra-te em pequenas tarefas diárias.

Projetos grandes são como ter de passar pelo deserto inteiro até vermos água. Não é a situação mais encorajadora para o trabalho criativo, já difícil por si só.

Não penses em 500 páginas escritas até ao fim do ano.

Pensa em escrever uma hoje.

 

4. Elimina a Pressão

O nosso cérebro não faz entregas instantâneas.

Não é assim que funciona.

Pensa no teu cérebro como o sapo dos Looney Tunes que é um cantor genial, mas que só canta sozinho. Com plateia, com pressão, é só um sapo a coaxar no silêncio confrangedor.

Esta é a razão para termos ideias no duche ou a ir passear: não há distrações e não há pressão.

Analisa quais são estes “momentos sem pressão” em que tens mais ideias, toma nota e pensa como podes integrá-los na tal rotina que começaste a construir.

 

Um dia, espero ler sobre ti na Marketeer enquanto como o meu Cookies & Cream. Boas criações!

 

Este artigo de opinião faz parte do eBook FLAG “Criatividade em Perspetiva, que reúne, página a página, reflexões e ensaios profundamente enriquecedores de diversos profissionais sobre as multifacetadas dimensões da Criatividade.

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ebookCP artigo blog MF #FLAGvox | Criatividade: Entre o Efémero e a Transformação

#FLAGvox | Criatividade: Entre o Efémero e a Transformação

Criatividade sob a perspetiva de Margarida Franco. 

 

A criatividade é um campo eternamente fascinante, uma fonte de magia que nos permite explorar novos horizontes e dar forma ao mundo. A capacidade de criar algo verdadeiramente original é muitas vezes vista como um dom mágico, algo inato e único reservado só a alguns. Contudo, se analisarmos mais de perto, veremos que a criatividade é alimentada por uma profunda apreciação do presente e uma compreensão atenta da natureza mutável da nossa realidade. A filosofia japonesa ichi-go ichi-e (“um encontro, uma oportunidade”) e a máxima de Lavoisier oferecem lentes através das quais podemos redefinir e enriquecer o nosso processo criativo.

Ichi-go ichi-e: O Valor do Efémero na Criatividade

A filosofia de ichi-go ichi-e, enraizada na tradição japonesa do chá, celebra a singularidade de cada encontro e momento, enfatizando que nunca podemos replicar uma experiência com precisão total. Para alguém envolvido em áreas criativas, esta percepção pode transformar o modo como abordamos cada projeto.

Em vez de ver cada tarefa como apenas mais uma no fluxo de trabalho, podemos começar a ver cada projeto como uma oportunidade única de inovação e expressão.

Valorizando a impermanência, esta filosofia inspira-nos também a aproveitar ao máximo cada instante das nossas vidas e a abraçar as ideias como encontros fugazes, apreciando a sua individualidade. Ora isto pressupõe uma observação plena do presente, o que pode significar uma atenção especial aos detalhes que muitas vezes são negligenciados. Estes pequenos detalhes podem conter sementes de grande criatividade, e ser a chave para ideias que rompem padrões e captam a imaginação do público. Por exemplo, ao desenvolver uma nova campanha de marketing, estar atento ao feedback dos clientes sobre uma promoção anterior pode inspirar um ângulo totalmente novo que fala diretamente às suas preferências e preocupações únicas.

Além disso, ao valorizar cada momento como se fosse único, incentivamos uma mentalidade que busca beleza e inspiração mesmo em situações comuns. Esta abordagem pode desbloquear uma fonte contínua de ideias criativas, pois cada dia traz consigo um conjunto singular de experiências e interações.

A Máxima de Lavoisier: A Transformação Como Base da Criatividade

Por outro lado, a famosa afirmação do químico Antoine Lavoisier que “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” reflete a constante mutação e transformação do universo, consistindo num lembrete poderoso da constante possibilidade de reinvenção. Na prática criativa, isso significa que podemos agarrar em materiais, ideias, ou mesmo ‘fracassos’ antigos e transformá-los em algo novo e apelativo. Este é o cerne da inovação sustentável — a habilidade de reciclar e adaptar como resposta a mudanças no ambiente ou nas tendências de mercado.

Esta perspectiva ensina-nos a libertarmo-nos do medo do fracasso e a permitirmo-nos explorar novos territórios criativos. Cada ideia descartada não é uma perda ou um ponto final, mas um ponto de partida, uma oportunidade de transformação, aprendizagem e crescimento. Uma campanha de marketing que não atinge os seus objetivos, por exemplo, não é apenas um conjunto de esforços desperdiçados, mas um conjunto rico de lições que podem ser analisadas, compreendidas e utilizadas para tecer futuros sucessos. Aqui, a criatividade é vista como um processo contínuo de transformação, onde cada resultado é um degrau na escada da perfeição criativa.

A Complementaridade das Perspectivas para a Criatividade

Integrar a apreciação da singularidade de cada momento com a compreensão de que tudo no universo está em constante mutação cria um terreno fértil para a criatividade. Ao abraçar a filosofia de ichi-go ichi-e, cultivamos uma maior presença e atenção, que são essenciais para identificar as oportunidades únicas que cada dia nos oferece. Simultaneamente, ao interiorizar a máxima de Lavoisier, desenvolvemos uma resiliência criativa e uma habilidade de ver além do aparente ‘fim’ das coisas, transformando o velho no novo.

Por isso, na busca pela próxima grande ideia, tanto na vida pessoal como profissional, estes ensinamentos podem ser guias valiosos. Eles não apenas nos inspiram a criar com mais profundidade e autenticidade, mas também a viver de uma maneira mais plena e consciente.

Concluindo, tanto no marketing como na vida, a criatividade é alimentada tanto pela apreciação dos momentos únicos quanto pela transformação constante das nossas experiências. A arte de criar não é apenas um processo de fazer algo novo do nada, mas sim de ver o velho com novos olhos, de valorizar cada momento e aprender a moldar as sobras do passado em algo novo e estimulante. É uma lembrança de que, mesmo nos dias mais monótonos, há sempre espaço para uma faísca de criatividade.

 

Este artigo de opinião faz parte do eBook FLAG “Criatividade em Perspetiva, que reúne, página a página, reflexões e ensaios profundamente enriquecedores de diversos profissionais sobre as multifacetadas dimensões da Criatividade.

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BC IAAM CGP blog posthor FLAG Bootcamps na área da Inteligência Artificial

FLAG Bootcamps na área da Inteligência Artificial

És estudante ou profissional de marketing e comunicação e queres aprender a utilizar a Inteligência Artificial (IA) no desempenho das tuas funções?

A FLAG tem para ti dois Bootcamps na área da IA com uma forte componente prática que te vão permitir destacares-te no mercado:

Dias 20 de junho, das 14h00 às 17h00, 21, 27 e 28 de junho, das 10h00 às 13h00
:: Bootcamp de ChatGPT Avançado (12h)
Neste Bootcamp vais aprender a utilizar todas as funcionalidades do ChatGPT, das mais básicas às mais avançadas, ficar a saber como criar prompts eficazes, conhecer as melhores práticas de segurança e privacidade para garantir uma utilização ética e responsável, e ainda ficar a par de vários casos de sucesso na utilização desta ferramenta de IA.

Dias 31 de jullho, 1, 8 e 9 de agosto, das 10h00 às 13h00
:: Bootcamp de IA aplicada ao Marketing e Comunicação (12h)
Neste Bootcamp vais ficar a par das novas tendências e ferramentas de Inteligência Artificial que estão a revolucionar o marketing e a comunicação, e ainda aprender a utilizar na prática e de forma eficaz essas mesmas ferramentas de IA.
Inscreve-te até dia 30 de junho e aproveita o desconto de early bird!

Estes Bootcamps são ministrados por Rita Tomé Duarte (Consultora de Marketing, Comunicação e Estratégia) e estão disponíveis em em formato presencial (Lisboa) e em formato live-training (online em tempo real).

 

Queres saber o que dizem alguns dos formandos das edições anteriores?

“A Rita é sem dúvida uma profissional com grande experiência na área e que não tem qualquer problema na partilha do seu know-how e conhecimento. Sempre com uma comunicação cativante e uma preocupação constante no acompanhamento dos formandos face à comunicação de conteúdos. Sem dúvida uma excelente formadora. 
Considerando a densidade de informação inerente à temática do curso, os conteúdos foram explorados de forma sucinta e objetiva, tornando toda a formação leve mas incrivelmente enriquecedora. A Rita é uma formadora excecional que consegue passar aos seus formandos os conteúdos de modo apelativo, pertinente e imensamente esclarecedor.”
Vanessa Marques Oliveira 

“Adorei cada minuto, a Rita é das melhores formadoras que já conheci, disponível, muito clara na exposição e conhecedora dos conteúdos.”
Duarte Ávila de Abreu

“O que eu posso dizer sobre a Rita Tomé Duarte?! A Rita é a melhor formadora que eu já tive nos últimos tempos! Não só porque domina o tema e nota-se imenso na forma apaixonada de o comunicar, mas também pela sua disponibilidade e capacidade de adaptar-se a diversas realidades e níveis de conhecimento de 20 formandos na mesma sessão. Foi incrível, que praticamente sem conseguir ver o rosto da Rita – ela estava presencial e em sala com 3 formandos e com 17 online que a viam lá bem ao fundo desde o momento da partilha de ecrã da apresentação da sessão, conseguisse captar sempre a atenção do grupo online só com a sua capacidade de comunicar, transmitir conhecimento e o seu tom de voz empático e simpático. O tema é muito atual e útil e merece cada vez mais estes cursos bem administrados. Estão todos de parabéns – a Rita e a FLAG. “
Carla Duarte

“Uma avalanche de conhecimento transmitido de forma super clara, pragmática e entusiasmante. Uma formadora incrível!”
Marta Vila Moura

“Formadora com um poder de comunicação excecional, muito acessível, atenciosa, e preocupada com a aprendizagem dos seus alunos.”
Janete Gonçalves

“A formadora Rita Tomé Duarte sabia imenso do tema e foi sempre muito pronta a responder a todas as questões.”
Ana Dória

“A IA permite-nos fazer mais com menos e tem um potencial de aumento de produtividade maravilhoso.
A formadora é extremamente competente e empática. Vai ao pormenor do que questionamos.”
Patrícia Saraiva

 

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ebookCP artigo blog SC #FLAGvox | Intuição e Criatividade

#FLAGvox | Intuição e Criatividade

Criatividade sob a perspetiva de Sofia Corte-Real.

 

Na busca incessante pela expressão artística e pela inovação, muitas vezes encontramos um aliado poderoso e misterioso: a intuição.

A intuição é aquela sensação inexplicável que nos guia na direção certa, surgindo muitas vezes sob a forma de sensações físicas, imagens mentais vívidas, sonhos e sincronicidades.

Historicamente, grandes figuras como Leonardo da Vinci e Van Gogh atribuíram à intuição um papel fundamental nas suas descobertas e criações artísticas. Da Vinci via a arte e a ciência como processos intuitivos que revelam as “coisas invisíveis” do mundo e Van Gogh utilizava a sua intuição como um recurso criativo que o conduzia na seleção de cores, na composição das suas obras e na interpretação da sua visão única do mundo.

No contexto da criatividade, a intuição desempenha um papel fundamental servindo como uma bússola interior que nos aponta para soluções inovadoras, ideias originais e abordagens únicas. Enquanto a mente consciente pondera e analisa, a intuição opera num nível mais profundo, permitindo-nos aceder a um reservatório de inspiração ilimitado, desbloqueando o fluxo criativo e possibilitando que as ideias fluam livremente.

É possível cultivar e nutrir a intuição ao longo do tempo. Acredito que práticas como a meditação e a atenção plena são das melhores ferramentas para desenvolver a intuição criativa. Ao acalmar a mente e permitir que as distrações se dissipem, abrimos espaço para que novas ideias e perspetivas possam emergir.

Além disso, tirar tempo para observar o mundo com curiosidade, estar em contacto com a natureza, explorar novos ambientes e estar aberto a novas experiências, podem ser também algumas das chaves para a criatividade. Registar ideias, inspirações e pensamentos que surgem ao longo do dia, pode guiar-nos em direção às nossas expressões mais autênticas e elevar a nossa criatividade a novos patamares de expressão e significado.

Quando aprendemos a confiar na nossa intuição, somos capazes de romper as barreiras da dúvida e do medo, de expandir a nossa criatividade de formas surpreendentes e de abraçar novas ideias e perspetivas com coragem e livres de limitações autoimpostas.

 

Este artigo de opinião faz parte do eBook FLAG “Criatividade em Perspetiva, que reúne, página a página, reflexões e ensaios profundamente enriquecedores de diversos profissionais sobre as multifacetadas dimensões da Criatividade.

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ebookCP artigo blog JC #FLAGvox | Afinal, de onde vêm as ideias?

#FLAGvox | Afinal, de onde vêm as ideias?

Criatividade sob a perspetiva de Jorge Coelho.

 

Afinal, de onde vêm as ideias?
Onde nasce a inspiração? Como se transforma um plano, racional e bem fundamentado, num pensamento lateral, disruptivo, criativo e mobilizador?
Há anos que me debato com esta dúvida metódica, nas suas diferentes materializações. Para quem ganha a vida com este negócio, saber de onde vêm as ideias torna-se fundamental.
É uma espécie de mapa da mina.
Partilho, pois, algumas das minhas reflexões sobre o tema. São pontos de partida mais do que conclusões, mas espero que ajudem a trazer umas luzes (perdoem o cliché) ao tema.

Ponto 1
A criatividade não é livre.
O criativo sim, deve sentir-se livre, mas a criatividade é inevitavelmente limitada pelos meios, pelo propósito, pelos intervenientes e recursos.
Não há criação no vazio nem para o vazio. A ideia nasce de algo e para algo.
Portanto, as perguntas cruciais são: o que temos para começar e o que queremos atingir?
Ponha estes pontos na mesa e discuta-os antes de começar a criar. Caso contrário, o resultado final pode ficar muito longe do desejado.

Ponto 2
A criatividade é, acima de tudo, um ponto de vista.
Um foco diferente, uma perspectiva desconhecida ou um canto obscuro que leva a um caminho por explorar. Para o ver é preciso querer. É preciso treinar os olhos e habituá-los ao escuro, a olhar para onde os outros não olham ou, até mesmo, a ter um olho para cada lado.
Se só consegue fixar a ponta do nariz, treine mais ou treine diferente. Questione-se. Conviva com a diferença. O importante aqui pode ser que olhos pomos no problema, e por onde já passaram eles, no caso dos nossos não verem que chegue.
(Neste ponto, as orelhas também são fundamentais, muito mais importantes até do que a boca, mas já chega de partes do corpo).

Ponto 3
A criatividade não se justifica, sente-se.
Ou seja, assim que racionalizamos o tema, matamos as ideias. Vivemos dependentes de apresentações, decks e dissecações de tudo e para tudo. Os racionais criativos, a análise ao detalhe (não o detalhe, a análise), as regras e o beauty shot são as armas dos medíocres em ideias. Basta pensar que a própria consciência sobre o que é ou não uma boa ideia, nos é dada, não por um sinal da razão, mas por um aperto no peito. É uma questão de coração e não de cérebro.
Sabemos que estamos perante uma boa ideia quando os olhos se abrem espontaneamente, aumentam os batimentos cardíacos e, ao mesmo tempo que inspiramos fundo, alguns como eu, sentem o impulso de soltar um valente “F***-** é isto!”.
Dê então mais atenção ao coração e aos apertos no peito do que às dissertações e auditorias.

Ponto 4
As ideias não são para todos.
Pelo menos se estivermos a falar de ideias como normalmente definimos a visão criativa nas artes, nos espectáculos, na comunicação. Nestes sectores, o conceito de ideia pressupõe uma forte energia transformadora e uma perspectiva original. Ora, tudo isto traz consigo uma razoável dose de risco. A questão é que nem todos querem/sabem/podem (escolha a opção mais indicada) arriscar. Há quem prefira ou só possa ser criativo como o vizinho. Seguir a tendência. Inovar q.b.. Neste caso, o assunto morre aqui. Se não quer ou não pode, não lute com isso porque só gera ansiedade. Se não sabe, procure, descubra, mande uma mensagem.
Arrisque.

Ponto 5 – Há mais sobre o tema, mas o texto já vai longo, por isso, se quiser saber mais sobre o
tema, passe pela FLAG ou mande um email e bebemos um café. É só uma ideia.

 

Este artigo de opinião faz parte do eBook FLAG “Criatividade em Perspetiva, que reúne, página a página, reflexões e ensaios profundamente enriquecedores de diversos profissionais sobre as multifacetadas dimensões da Criatividade.

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ebookCP artigo blog GM #FLAGvox | Num mar revolto, não basta saber nadar

#FLAGvox | Num mar revolto, não basta saber nadar

Para algumas pessoas, a criatividade ainda é uma fonte inata de ideias, da qual apenas alguns têm acesso. Seria preciso nascer com o dom da inspiração para criar algo fora do comum. Por outro lado, para trabalhar com análise de dados, é esperado um perfil pragmático, alguém com raciocínio lógico, que goste de cálculos, grelhas e matemática.

Será mesmo? A verdade é que esses mundos aparentemente opostos estão cada vez mais próximos, encontrando o seu ponto de interseção no Marketing e na Comunicação.

Se, por um lado, a criatividade já não é considerada um dom e, sim, uma habilidade que pode ser adquirida e aperfeiçoada; do outro, a análise de dados é uma ferramenta, a qual todos também podemos aprender a usar. Em ambos os casos, quanto mais estudamos, mais sabemos. Quanto mais praticamos, melhor fazemos.

Não há dúvidas de que a capacidade de medir resultados e conhecer o consumidor através dos dados pode ser uma grande fonte de inspiração para publicitários e marketeers. Saber quantas pessoas clicaram, quantos entraram no site, quantos compraram, quantos acharam piada ou odiaram o que foi apresentado na comunicação da marca que trabalhamos é mesmo fascinante. Ouso dizer que é o melhor briefing que se pode receber sobre o comportamento do consumidor.

Então, todos vão ter de aprender sobre criatividade e dados? Não necessariamente. Mas num oceano onde a calmaria é pouca e as tempestades chegam de surpresa, que tipo de profissional pretende ser? O que estuda as rotas e prepara o seu trajeto ou aquele que se agarra ao que conhece como única boia de salvação?

Numa coisa os profissionais do futuro não serão diferentes dos do presente. Chega na frente e vai mais longe quem consegue unir informação e inovação, complementando um ao outro através da estratégia. A Inteligência Artificial pode dar-nos incontáveis respostas, mas os melhores insights ainda são humanos.

Não basta saber nadar, é preciso muito treino para saber de que lado vem o vento.

 

Este artigo de opinião faz parte do eBook FLAG “Criatividade em Perspetiva, que reúne, página a página, reflexões e ensaios profundamente enriquecedores de diversos profissionais sobre as multifacetadas dimensões da Criatividade.

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